Pesquisa genética prova que crianças têm reações diferentes a anúncios de fast-food

Um novo estudo norte-americano, divulgado em dezembro de 2016, mostrou que crianças com características genéticas ligadas à obesidade são mais atraídas pelos anúncios de fast-food na TV.

A equipe da Dra. Ruth Loos, diretora do programa do metabolismo e genética da obesidade do Instituto de Medicina Personalizada Charles R. Bronfman, do Hospital Mount Sinai, de Nova York, monitorou com um scanner de ressonância magnética o cérebro de 78 crianças, com idade de 9 a 12 anos, no momento que assistiam a um programa de TV com intervalos comerciais. Nestas propagandas estavam campanhas de fast-food. Os cientistas compararam a reação dos pequenos numa parte do cérebro denominada “reward center” (centro de recompensa), de acordo com a formação genética.

“Esta região de ‘recompensa cerebral’ respondeu cerca de 2,5 vezes mais aos comerciais de comida do que os que não correspondiam ao tema no grupo de crianças que tinham pelo menos uma amostra do gene de risco de obesidade, em comparação com as crianças sem o alelo”, disse Kristina Rapuano, principal autora da pesquisa.

Apesar do estudo não ser definitivo, as pesquisas mostram fortes evidências que os traços genéticos podem predispor algumas crianças a ter reações diferentes com propagandas de hambúrgueres, pizzas e batatas fritas, com propensão a comer alimentos não saudáveis, prevendo a obesidade ao longo da vida.

Com base nestes estudos, você pode analisar claramente se as escolhas feitas pelas empresas de fast-food para divulgar seus produtos são justas. Exibições contínuas de anúncios nos veículos de comunicação instigam os consumidores a escolher os alimentos mais calóricos e sem valor nutricional, em oposição aos mais saudáveis. É muito mais comum ver uma propaganda de um consumidor, mesmo que seja criança, devorando um enorme hambúrguer do comendo uma salada.

Com tantas abordagens e questionamentos, o assunto dieta & saúde está sendo repensado em diversos setores da sociedade. Além da área médica, as empresas e o próprio consumidor já têm consciência dos alimentos que fazem bem ou não ao seu organismo. Um exemplo é a ação da PedidosJá, startup de pedido de comida online, que está tentando mudar este conceito incluindo uma seção de alimentos saudáveis, vegetarianos, veganos, dietéticos e também de sushi.

O aplicativo propôs parcerias com restaurantes que seguem essa linha de alimentação e já fez mudanças na publicidade da plataforma, inclusive que podem ser vistas em sua conta no Instagram. O texto de uma das publicações sobre sushi é bastante sugestivo para saúde e bem-estar: “O calor que chegou de vez nas principais regiões do país pede um barco recheado de comida japonesa. Além de saborosa, a culinária oriental é uma opção saudável para manter a forma em dia.”

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