Google e Nasa fundam Universidade da Singularidade, destinada a estudar o futuro

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A Singularidade, uma das mais polêmicas teorias tecnológicas da atualidade, acaba de ganhar apoio oficial de duas instituições altamente renomadas na área: o Google e a Nasa. Uma nova instituição, batizada de Universidade da Singularidade, foi fundada pela dupla para garantir que nossos líderes guiem o avanço das tecnologias de modo a beneficiar a humanidade. E evitar que nossa espécie seja eventualmente destruída por robôs amorais com dez vezes mais capacidade de processamento de dados que o nosso cérebro.

A Universidade da Singularidade será coordenada por Ray Kurzweil, controversa figura conhecida por sua posição extremamente otimista em relação ao futuro. Entre as teses defendidas por Kurzweil está a de que a inteligência artificial irá superar a capacidade humana de raciocinar antes da metade deste século. A Universidade ficará sediada num Centro de Pesquisa da Nasa próximo ao Googleplex, a portentosa sede do Google.

A instituição oferecerá cursos em dez áreas do conhecimento: Estudos do Futuro; Redes e Sistemas de Computação; Biotecnologia e Bioinformática; Nanotecnologia; Medicina e Neurociência; Inteligência Artificial, Robótica e Computação Cognitiva; Energia e Sistemas Ecológicos; Espaço e Física; Política, Leis e Ética; e Finanças e Empreendedorismo.nasa-logo

O termo “singularidade” – popularizado após a publicação em 2005 do livro “A Singularidade está próxima“, de Kurzweil – representa um período de grande avanço tecnológico. Os que defendem a proximidade da singularidade tecnológica baseiam suas crenças na aceleração das descobertas científicas em diversas áreas do pensamento, como a informática, astronomia, nanotecnologia e biotecnologia.

Assim sendo, em breve as máquinas passariam a ter a capacidade de corrigir seus próprios erros utilizando inteligência artificial. Essa perspectiva, no entanto, deixa outros pensadores apreensivos com as escolhas morais que uma máquina com capacidade de “pensar” possa tomar…

O tema da inteligência artifical, e as questões éticas inerentes a ele, já foi discutido em diversos livros e filmes, a maioria questionando o risco de criarmos máquinas capazes de simular emoções e o pensamento humano. Desde Blade Runner, em que robôs com aparência humana batizados de Replicantes são escravizados; até Matrix, em que as máquinas ocupam o papel de carrasco transformando a nossa espécie em mera bateria orgânica presa a uma realidade virtual.

Fonte: O Globo

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