Crianças online correm menos riscos do que offline…

Existe uma boa dose de histeria envolvendo crianças no mundo de hoje. Estatisticamente uma criança tem muito mais chances de ser atropelada ou morrer de uma doença rara do que cair na mão de um tarado, mas a mídia e programas de TV como Lei & Ordem:SVU e Criminal Minds passam a impressão de que qualquer parque, biblioteca ou colégio está lotado de tarados doidos para raptar as criancinhas e fazer com elas coisas que assustariam um quadrinista de Hentai.

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Um estudo de Harvard concluiu que a Internet nem de longe é o horror que pregam os fabricantes de softwares de “proteção”, e principalmente, os riscos do mundo “real” se equiparam, mas o problema não são os tarados, o problema são as outras crianças.

No mundo online aliás é tudo mais fácil. Sites sociais colaboram ativamente com as autoridades, e notícias como “MySpace têm 23.000 criminosos sexuais entre seus membros” esquecem de dizer que isso representa 0,47% dos 110 milhões de usuários. Dá para dizer o mesmo da pracinha onde seu filho brinca? Quantas vezes já vimos o Orkut remover comunidades de pedofilia e entregar os responsáveis?

O maior desafio para a segurança de uma criança não são os tarados, é o bulling, a prática das crianças mais fortes imporem suas vontades e domínios sobre as outras. O Cyberbulling é tão sério que já há casos de suicídio onde crianças acuadas tiraram a própria vida, fugindo de outras.

Enquanto tarados e predadores ganham manchetes, dada sua raridade, os casos de bulling são diários e desapercebidos, só viram manchete quando os oprimidos resolvem reagir, partindo para a violência desproporcional MESMO, como em Columbine.

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Se as crianças oprimidas e assustadas no mundo real chegarem em casa para sofrer novas ameaças, alertas e avisos histéricos de “cuidado, tarado em cada esquina”, onde elas vão se soltar, extravasar as frustrações do dia, ou ao menos relaxar?

O mundo não é uma versão carne-e-osso do Hello Kitty Island Adventure, mas também não é um parque dos horrores. Os pais precisam saber pesar tudo isso na hora de conversar com as crianças, do contrário eles serão os responsáveis por traumatizá-las, e não o mítico Tarado da Van ou do Orkut.

Diretamente do MeioBit

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