Ahh, o Gerundismo….

Na Internet, são vários os sites e blogs assim como artigos em jornais, revistas, dissertações e teses que condenam o “gerundismo”, expressão surgida para definir mais que a mania, mas o uso indiscriminado e incorreto do gerúndio. Até no orkut há comunidades também levantam a bandeira contra o uso excessivo da forma verbal. Mas, para muitos professores, o gerúndio em si não tem nada a ver com essa discussão. O que dá a sensação do uso abusivo do gerúndio é o fato de estarmos utilizando mais o tempo futuro. É a freqüência do uso que causa estranhamento, assim como a falta de necessidade de seu emprego ou, melhor ainda, seu emprego incorreto.

A jornalista e escritora Dad Squarisi, por sua vez, acredita que o gerúndio esteja substituindo o futuro. E, segundo ela, existem apenas duas formas de futuro: o futuro simples (por exemplo: “mandarei”) e o composto (“vou mandar”). A forma “vou estar mandando” é equivocada. “A construção virou moda, mas o gerúndio NÃO indica futuro”, diz. Para Dad, a propagação dessas construções se deve a uma tradução malfeita da estrutura do inglês “will be + gerúndio”.

Usar demais o gerúndio deixa o texto com péssima qualidade, como no exemplo a seguir: “Entendendo dessa maneira, o problema vai-se pondo numa perspectiva melhor, ficando mais claro…”

Mas, ultimamente, o gerúndio é empregado na sintaxe portuguesa do Brasil por contaminação da sintaxe inglesa. E, segundo o manifesto antigerundista, tudo começou nos serviços de telemarketing, como: “Eu vou estar mandando um e-mail” ou “Vou estar telefonando em breve”. Traduziu-se: ‘We’ll be sending it tomorrow” por “Nós vamos estar mandando isso amanhã”.

O atendimento das/dos atendentes de telemarketing contaminou a fala das pessoas. Trata-se de um estrangeirismo na sintaxe portuguesa.

Ouros exemplos: “Vamos estar mandando isso amanhã” (uso impróprio do gerúndio) / “Vamos mandar isso amanhã”/ “Mandaremos isso amanhã” (usos próprios).

Fonte

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